26/09/16

O resgate da essência é o resgate da fragilidade

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O verdadeiro resgate não é parecer bonito e perfeito. O verdadeiro resgate não vem da nossa força, vem das nossas fraquezas. Vem da nossa fragilidade que nos permite estender a mão e pedir ajuda, mesmo quando não conseguimos fazê-lo em palavras, mas apenas no olhar.

O verdadeiro resgate vem de assumir que não está tudo bem e não estamos sabendo lidar com o que está acontecendo. Que não queremos aceitar a realidade, mas sim brigar com ela. Isso não é errado, isso não é feio. É apenas o nosso momento de ouvir o que o nosso coração diz, de gritar se for preciso, de chorar se necessário. E parar de cultuar uma perfeição que não existe.

O verdadeiro resgate é poder receber o olhar que se derrama de amor e carinho sobre a nossa fragilidade, porque quando nos revelamos para o outro realmente nos conectamos.

O resgate não tem compromisso com o ideal, porque ele muitas vezes é irreal. Ele tem a ver com a verdade. E a verdade é que todos nós precisamos uns dos outros. Ninguém vive e cresce isolado numa ilha. E é no resgate do EU que nos descobrimos e nos redescobrimos. É nele que nos entregamos cada vez mais transparentes, inteiros, amorosos e leves aos nossos relacionamentos e à nossa essência.

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08/09/16

Assumir o que sentimos nem sempre é fofo, mas pode ser libertador

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Uma das maneiras de despertarmos o nosso potencial é assumir o que estamos sentindo. Parece simples, mas nem sempre é. Temos a capacidade de sentir todos os tipos de sentimentos. Todos nós vez ou outa sentimos raiva, alegria, angústia, ansiedade, inveja e por aí vai. Siiim, eu, você, a mamãe, a amiguinha e o amiguinho sentimos inveja sim. Angústia, ansiedade, e por aí vai de sentimentos que não achamos fofos!

A questão é se conseguimos admitir o que estamos sentindo. Claro que acontece de não conseguirmos perceber o que é, mas não precisamos fugir. A fuga nos faz refletir no outro essas coisas não-fofas. No meu trabalho como Coach, meus clientes têm que identificar aonde estão para então decidirem o caminho que irão trilhar para chegar aonde querem em seus processos. E com os sentimentos não é diferente.

Precisamos sentir e deixar pulsar nossos sentimentos para que possamos ESCOLHER o que faremos com isso ou o que faremos para transformar isso. A caminhada de autoconhecimento e Espiritualidade não é cheia de flores e ternura, não é um mundo encantado onde só pulsamos amor. É um mundo de mais consciência, aonde aprendemos a conhecer nossas partes. Aprender também a amar nossos processos, mas saber que nem sempre vamos nos sentir confortáveis neles.
A questão é se conseguimos olhar para dentro com transparência. Com uma visão de cristal, pura, sem julgamentos, sem a mente tagarelar. Por isso enfatizo a importância da meditação e como essa prática transformou e tem transformado a minha vida e a maneira como me enxergo e enxergo o mundo.

Muitas vezes as pessoas chegam até mim falando; “quero ser igual a você.” ou “quero ter a vida que você tem”. Porque não imaginam os desafios que eu passei ou passo. É como uma posição de yoga, as pessoas acham lindo a posição feita na foto, mas não fazem ideia de quanto tempo levou para a pessoa treinar para conseguir chegar lá. Cada processo é único e importante e fazemos muitas descobertas nele.

Olhe para dentro com sinceridade e acolha o que você sente. Se precisar de ajuda, vá atrás do que achar melhor. Seja um processo de Coaching, uma terapia, um floral. Tudo é válido se faz sentido para VOCÊ.

O que você está sentindo agora? O que você quer fazer diante do que sente?

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06/09/16

Viver não é fugir do momento presente

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Não esteja aonde você não está. A palavra que quero trazer é VIVENCIAR. A gente vive sem perceber a importância muitas vezes de se estar no momento presente. Nos perdemos em tantos afazeres da nossa rotina e esquecemos de consultar o que estamos sentindo. Esquecemos até de respirar direito.

Quando digo vivenciar, não estou falando apenas dos momentos de paz que alcançamos, ou quando estamos numa viagem deliciosa e ficamos tão anestesiados de alegria que parece só existir aquele momento.

Também quero falar sobre o furacão que muitas vezes enfrentamos. Quando a nossa energia baixa por algum motivo e a ansiedade vem nos visitar. A gente quer se arrancar desse momento, pular pra página seguinte do nosso livro da vida. Tudo o que nossa mente diz, atordoada é: “o amanhã será melhor.” Mas nem sempre isso ajuda, porque ficamos tentando fazer com que o tal amanhã chegue logo. E esquecemos de vivenciar esse furacão, esquecemos da sua importância.

Não falo que a gente tenha que brigar com o desafio, mas aceitá-lo. Sermos o próprio furacão, para daí então permitirmo-nos sentir, pulsar, gritar, chorar. O que preciso for. Depois, só depois, tentar racionalizar o que houve, buscar as perguntas certas para as respostas que já estão guardadas em nós.

São esses furacões que nos ajudam a crescer, que nos mostram a nossa força e o que precisamos olhar no momento. A vida é feita de momentos, e para estar presente, para tirar o melhor proveito de cada estrada, precisamos vivenciá-la de corpo e alma.

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