21/06/16

Renascimentos pela vida afora

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A gente nasce uma vez na vida, mas renasce inúmeras vezes enquanto vive. Renasce quando a dor de ficar é maior do que a de deixar ir. Renasce quando o brilho se esgota e a gente precisa abrir outras portas. A gente renasce quando o véu da ilusão se desfaz e percebe que o que chamávamos de amor, era apenas capricho do ego. Renasce quando é preciso abandonar a prisão da nossa própria mente. Quando a presença se faz ausente.
O renascimento vem para brindar a libertação do que se foi, na tentativa de uma reconstrução diária e constante do novo. O novo mundo que ergueremos a partir da nossa visão, às vezes virada do avesso para dar um sentido maior e até melhor da nossa nova versão. E tudo se faz novo, de novo. E o mundo é outro, a história é outra, e nós também. No eterno renascer e viver as fases de quem somos e dos desafios que enfrentamos. Para reerguer as nossas asas mais firmes e fortes, com mais garra e mais graça, diante da vida e de tudo o que a gente abraça e de todo sentimento que nos abrasa a alma e aquece cada fio das nossas emoções, dando assim mais sentido ao nosso renascimento. Que não é em vão, mas que vem e vai, a fênix morre para renascer e sentir de novo o quanto pulsa em si a paixão por viver.

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15/06/16

No compasso do meu abraço

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Eu aprendi o verdadeiro gesto do autoamor quando comecei a me abraçar. Quando tomei a minha vida em minhas mãos e dei a ela o cuidado necessário. Limpei o que empoeirava a estante dos meus sentimentos e tirei tudo o que me desconectava. Nos meus próprios abraços aprendi a me pertencer, a me valorizar e a me reconectar com o que carrego dentro de mim. Aprendi o gesto magnânimo do autocuidado, onde pude me pertencer para me transbordar para o outro. Quando aprendi o valor do meu próprio sol-riso, descobri as portas que me abriam para o paraíso. Repousei a minha poesia no bem querer que a vida nutre por mim a todo momento. Me estendendo e me levando a sonhos mais bonitos do que ousei sonhar. Descobri que me cuidar faz o meu coração se alegrar e transbordar, ao invés de se encolher e só pedir. Mas precisei me mergulhar e sentir cada emoção que pulsei, cada medo que desabei, cada tempestade que derramei. E ainda preciso encarar meus próprios furacões, beijar desilusões e afagar minhas próprias asas. Porque o autoabraço a gente aprimora com o dedilhar do tempo, sem pressa, sem lamento. Estendendo bem os braços e os aproximando do nosso coração. Tentando adoçar todos os dias, a trilha da vida que suaviza quando conjugamos o verbo cuidar.

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08/06/16

Quando as certezas dão um nó e viram pó

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É a coisa mais louca que pode te acontecer. É a coisa mais linda que pode te acontecer.
Ajustar e renovar nossas asas às vezes é trabalhoso. É a desconstrução de um mundo de certezas que a gente construiu e desmoronou na nossa cabeça em pó. Mas vale a pena, é uma fase de aprendizado e de criação de uma nova rota pra gente. Aonde a nossa energia também se modifica, por isso atraímos novas pessoas, e afastamos outras. Na pura magia que é sintonia.

O medo pode até existir, mas há também a construção de um novo mundo, uma nova visão que se abre e se expande diante de nós e sobre nós. É o nó imenso que vira laço dentro do nosso próprio compasso e faz a gente escolher novas cores, sabores e amar de asas abertas a vida nova que se desperta.

Nesse novo mundo, podemos escolher outras sementes, plantar e regar de maneira diferente. É a nova oportunidade que se abre, esperando a nossa disposição e inspiração para fazer brotar. Recomeçar é tarefa para quem tem os olhos renovados pelas lentes da fé, aquela que flui. Para quem acredita na beleza do tempo que tudo pode transformar.

Quando as certezas nos dão um nó e viram pó, é quando a gente vira estrela e aprende a brilhar.

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